Palavras-chave do Wordpress ou Tainacan?

Prezado, esse é meu primeiro post, antes de tudo vou me apresentar: meu nome é Leonide Principe, fotógrafo, francês, trabalhei 30 anos na Amazônia, construindo um banco de imagens de +100.000 fotografias. Aqui está um resumo do meu projeto (Projeto PhotoAmazonica) e, claramente, o Tainacan entra como uma peça fundamental. Apesar deste site ser uma amostra, ha apenas poucos dias que iniciei a migração para o sistema Tainacan. Instalei uma cópia de trabalho e, em concidência, saiu a versão 1.0, o que é muito animador.

Minha primeira pergunta diz respeito as palavras-chave: sendo o site em questão em dois idiomas — Português e Inglês, com extensão para espanhol, chinês e francês — me deparei com o dilema sobre utilizar a estrutura de Taxonomias do Tainacan ou o padrão do Wordpress.

Com vários idiomas, no Wordpress, eu preparo os Tag e já vou inserinndo sua tradução, assim que quando crio um post, seleciono as Tags e automaticamente, ao criar o mesmo post em outro idioma, já estão insereridas as Tags daquele post.

No Tainacan, me parece que eu tenho que criar uma taxonomia separada para cada idioma e definir as palavras-chave manualmente para cada idioma daquele post.

É isso, muito obrigado por sua colaboração,

Leo

Olá @leoprincipe, tudo bem? Seja bem vindo ao nosso fórum!

Que bacana seu projeto, parece muito interessante!

A funcionalidade que você está descrevendo (criar um post em um idioma, em seguida criar uma versão de outro idioma dele e já ter as tags definidas) não é nativa do WordPress. Ela é proporcionada por um plugin que você usa, o Polylang, que é bem poderoso, nós também utilizamos ele em nosso site oficial. Por trás dos panos o Polylang duplica (ou triplica, para cada idioma) seu banco de dados e aplica filtragens em diversos contextos para definir que um conteúdo é do idioma x ou y. Esta estratégia é interessante mas por padrão só vai funcionar com as abstrações naturais do do WordPress.

O Tainacan cria muitas camadas em cima disso. Temos uma interface de edição e gestão das taxonomias própria, a possibilidade de se criar metadados, seções de metadados, filtros etc… de modo que para que a estratégia do Polylang possa conversar com nossa arquitetura, precisaríamos de um plugin de integração. Esta demanda de uma solução para acervos multilíngues de vez em quando bate em nossa porta, mas nós costumamos dizer que gostaríamos de adotar uma solução oficial do WordPress, quando ela vier (e isso infelizmente ainda pode levar um tempo). Porque além do Polyglot tem outros plugins de tradução por aí (TranslatePress, Loco Translate, GTranslate)… cada um com sua estratégia.

Portanto por agora você ficaria sem uma solução ideal de integração :expressionless_face: . Eu posso sugerir alguns caminhos:

  1. Usar um plugin de tradução automática como o GTranslate. A desvantagem é que o conteúdo não está de fato traduzido no seu banco de dados, então buscadores tipo Google irão encontrar somente sua versão original. Além disso, as traduções podem conter erros e você fica sem uma forma muito fácil de corrigir eles, embora pessoalmente eu tenho ficado satisfeito com os resultados destes caras. Um exemplo de um acervo Tainacan usando este plugin é este site.
  2. Como você sugeriu, escolher um idioma principal e para as tags criar taxonomias separadas. Assim pelo menos um metadado ficará responsável por guardar os valores das tags para cada idioma. Usando as seções de metadados você poderia organizar inclusive outros metadados com versões duplicadas.
  3. Se há uma certeza de que seu conteúdo deverá ser todo traduzido para diferentes idiomas, você pode criar uma coleção para cada idioma e gerir o processo de edição em massa utilizando as exportações/importações/edições em massa. É trabalhoso, mas se seu acervo não for ter atualizações muito frequentes, viável. Daí é questão de definir links customizados a depender do idioma do visitante.
  4. Se a tradução oficial na forma do Polylang for muito importante para você, existem alternativas ao Tainacan que podem ser exploradas (Advanced Custom Fields, Pods). Eu não sei dizer em que estado a integração deles com este plugin estaria, mas pode ser que tenha algo feito neste sentido.

Caro Mateus, te agradeço por tua mensagem bem explicativa e rica possibilidades, sei que é muito importante. nessa etapa inicial, avaliar bem as várias opções.

Por isso não ser ainda muito claro, estou pensando tudo que ha entre os dois extremos: 1) desde um agente de AI, capaz de entrar na API do Wordpress, tendo a possibilidade de criar, editar, deletar termos, sincronizando suas respectivas traduções, 2) até a construção de uma base de dados minuciosa, testada, onde a presença humana prevalece sobre a maquina, num ambiente minimalista que evita uma sobrecarga de ferramentas, que aumentam a complexidade do sistema.

No primeiro caso, como você mesmo disse, pagaria o preço com um empenho maior de programação.

O segundo caso ganha mais simpatia do meu lado, pois o input manual confirma a qualidade do mesmo e sobretudo garante a minha relação criativa com o arquivo. Deixar qualquer tarefa de conteúdo para uma maquina poderia diluir essa experiência de 30 anos.

Na minha versão beta instalada, eu criei, no Tainacan, uma taxonomia “Localidades”, ela é um valor constante e não precisa de traduções, assim que permanece única nos 4 idiomas. Vou criar outra “Nomes científicos”, a qual também funciona nos idiomas todas sem multiplicar por quatro as taxonomias.

Agora o corpo principal de palavras-chave precisa 4 compilações. Exemplo: peixes, fishes, peces, poissons.

O meu maior dilema é como seria o fluxo de trabalho utilizando taxonomias seja no Tainacan seja, pelo lado do Wordpress, nos Tags e Categorias. Poderia criar conflitos ou inconvenientes na apresentação do conteúdo e na sua navigabilidade? É um procedimento coerente?

Saudações, Leo

De maneira geral, as Taxonomias que você cria no Tainacan não se misturam com as que existem no WordPress. Você verá as Tags e Categorias no seu editor de páginas e verá as Taxonomias do Tainacan nas suas coleções apenas. Até é possível, nas configurações de uma Taxonomia do Tainacan, habilitar ela para outros tipos de posts (como páginas e posts do WP) mas isso trás sim uns resultados confusos. Uma das razões de deixarmos tudo separado é para que possa existir a página que lista os Itens de um Termo de Taxonomia:

Nela você verá todos os itens pré-filtrados por um termo de taxonomia, é onde o link do termo vai parar. É uma lista nível repositório (mostra itens de todas as coleções, com metadados e filtros nível repositório) porém pré-filtrada por aquele termo. O bacana é que como um termo pode ter descrição e miniatura estes dados também aparecerão no cabeçalho da busca. Já se você habilitar uma Taxonomia do Tainacan para Posts ou Páginas esta lista deixará de ser uma busca facetada e passará a ser uma lista tradicional de posts do WordPress pré-filtrada.

De maneira geral eu recomendo deixar as coisas separadas. Você pode continuar usando as Categorias e Tags para os posts do WordPress mas criar taxonomias dedicadas para o conteúdo que vai ficar em coleções do Tainacan.

Muito obrigado, Mateus, está bem mais claro agora!

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